(8{> - Matusalém Matusca


novembro 6, 2007

(8{> - Cheguei - Cabras da Peste!

Assim falou o presidente DESTE PAÍZ: "Para que serve a beleza interior se o pênis não tem olho?"
E assim falou zarMatusca: Pra que serve um blog se neguinho não bosta nada? Descurpe os que cá vieram falar comigo. Estive orsente muitcho tempo vendo a beleza exterior com os olhos de outra cabeça...
Obrigado pelos cumprimentos e pelas largurezas.
Quem quiser saber mais que desapareçam em Jampa.


abril 10, 2007

(8{> - O Penúltimo III.

Bloglândia já foi uma cidade muito legal. Há uns seis, sete anos, era bem pequena. O comércio também era pequeno e apenas duas ou três tendinhas supriam os moradores. O Blogspot (produtos importados, mas nada afetada) e o Blig, onde fiz o meu primeiro blog, em 2001, sem nem saber direito o que era um blog.
Quase todos habitantes de Bloglândia eram amigos. A gente passava todo dia na casa do vizinho, pegava emprestado um post ali, um link acolá, e fofocava um pouco ao pé do fogão de lenha das vaidades. Alguns (como eu) falavam errado ou com sotaque caipira, mas ninguém teria coragem de dizer palavrões cabeludos do tipo: fui, aki hj naum ta mto crawsento manu...
Quase tudo era grátis. O escambo de gifs e templates era comum. Havia até gente que reclamava de "panelinhas" - vê se cabe no caldeirão de bruxa que temos hoje.
Fazíamos grandes festas, como o Baile Blog, do Dudi - que era de graça e não exigia senha de ninguém para entrar. Ou mesmo no Flash Blog, que reunia dezenas de pessoas só pra jogar comentários fora. Nos reunimos também para ajudar outras pessoas (inclusive com grana) que nem imaginavam o que podia ser o tal de blog. Quem acompanhou a história do Lucas, no Wumanity, sabe do que estou falando.
A única e importante diferença que bloglândia tinha e tem de outras cidades do interior é que nela o tempo voa. Só para dar uma idéia: O celular parecia um rádio de pilha, um disco de 16 megas era objeto de desejo e um gravador de CD custava mais caro que um cavalo árabe.
Hoje tudo isso mudou. Bloglândia, como qualquer lugar bonito e sem poluição, chamou a atenção de investidores. Apareceram até grileiros, como o UOL e o Blogger.br que saíram vendendo terrenos irregulares que depois escafediam-se. Inclusive um, do trouxa que vos fala. Sim, muitos roedores de Bloglândia eram inocentes e caíram em grandes gatoeiras. Mas éramos salvos pelos nossos vizinhos, alguns grandes fazendeiros, como o Fábio, que ainda mora depois da cascata da noiva, lá pro lados de Neveiorque.
Agora, a cidade é uma boca de lixo só. Você não dá uma voltinha sem ver propaganda enganosa do tipo: Procura Museu? - ótimos preços em até 6X no Mercado Livre. Ou então, que despenque na nossa cabeça um desgraçado dum banner ou um maldito popup, pragas que poluíram de vez a paisagem de Bloglândia. Até roceiro tem maquininha da Visa para impedir que crianças de Bloglândia roubem laranjas do site alheio. Também temos alguns bairros violentos, como a Favela do Orkut, onde só existe gente fina construindo barracos. Disfarçados de blogandenses insultam pessoas, acolhem pedófilos, traficantes e todo tipo de miseráveis mentais da periferia da Bloglândia.
Acreditem, houve um tempo em que a gente reclamava por ninguém conhecer ou dar a importância que Bloglândia merecia - tipo assim uma Varre-Sai virtual. Hoje qualquer jornal tem um monte de blogandenses. Alguns, na maior cara-de-pau, até juram que nasceram em Bloglândia. Cascata pura. A maioria não tem espaço nas páginas impressas e os grandes jornais para não perderam a onda e nem entregar alguns bons jornalistas pra concorrência criaram seu arremedo de Bloglândia. Uma espécie de Las Vegas dos blogs. Até o prefeito maluquinho, da Heróica Cidade do Rio de Janeiro, tem um NÃO blog. Finalmente a Bloglândia conta com um desocupado oficial...
A esta altura muitos podem estar achando que sou uma velha múmia, saudosista, que não gosto do progresso e o escambau. Nada disso, já tentei fechar a tampa do sarcófago várias vezes e mudar dessa Godoma e Somorra. Não consigo. Muitos já tentaram e não conseguiram. Voltam. Nem que seja para dar uma ciscadinha nos quintais dos bons tempos. Ou ainda tentar pegar goiaba no pé de marmelada.
A Bloglândia hoje é como o Rio. Saímos pouco de casa, evitamos certos lugares, mas como deixar de amar um lugar tão bonito e com tanta gente interessante?

Para a Li, que deixou a antiga vila da Bloglândia mais triste. Essas Palavras Tortas são pra ela. Com todo carinho.
Os moradores dos grandes condomínios nem notaram - eles agora têm Second Life.

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Vai sem links mermo. E não é para seguir o padrão modernoso da Bloglândia e sim para não colocar bala na empada dos inimigos e azeitona perdida na careca dos amigos.


março 10, 2007

(8{> - Nova paixão sem o Cristo.

Agora, só não conheço seis capitais DESTE país. Infelizmente demorei muito tempo para conhecer a melhor delas: João Pessoa.
Não dá pra entender como outros lugares são muito mais badalados. Quer dizer, até entendo. Pensando bem, talvez por isso mesmo João Pessoa ainda é o que é. A cidade é encantadora. Limpa, ótimas praias, tráfego tranqüilo, povo acolhedor e sem a violência explícita ou mesmo enrustida de outros lugares.
Fiquei por lá uma semana, andei por toda a orla sem ser abordado nenhuma vez por mendigos, vendedores de bugigangas, crianças abandonadas ou amigos do alheio - coisa impensável no Rio. João Pessoa derruba definitivamente a teoria babaquera que a pobreza é sinônimo de violência. Afinal, é uma capital do Nordeste, como Recife. E distante apenas 125km daquela cidade absurdamente violenta.
No hotel conheci um grupo muito legal de pessoas de São Paulo que tenho certeza pensam como eu.
Comecei este blog pra homenagear a cidade e manter contato com os novos amigos e os antigos apaixonados por Jampa - como é carinhosamente chamada pelo povo de lá.
Então, Raphael, Julio, Mara, Zé & Cia, vamos voltar?
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Publicado no Jampa. A nova mania Matusquela.


dezembro 13, 2006

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maio 12, 2006

(8{> - Peidoduto



maio 2, 2006

(8{> - Pirulito de toucinho.



abril 22, 2006

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Foto: O Globo


dezembro 16, 2005

(8{> - Raio quios parta!

Cobra-Rei e a Múmia da Barriga Cortada

Era para ser uma cirurgia relativamente simples. Se é que se pode chamar de simples, uma prótese saindo da aorta e chegando na femural, contornando a ilíaca esquerda entupida.

Aí deu zebra:

1 - Versão dos cirurgiões:
O corte precisou ser mais extenso que o programado. A altura já não suportava a anestesia peridural e tiveram que entrar com anestesia geral. O velho pulmão, já meio bichado, não agüentou o tranco e evoluíu para um quadro inflamatório agudo. Daí os oito dias de UTI.

2 - Versão dos feiticeiros:
Logo no primeiro corte, saltou da barriga do paciente - tipo assim um filhote de alien - uma Naja de mais ou menos trinta centímetros de comprimento dando bote pra tudo o que é lado. Foi um corre-corre dos diabos, pois todos sabem que uma Cobra-Rei, mesmo pequena, carrega veneno suficiente para mandar uns dois ou três conversar com Anúbis, na horizontal.
Alguém (até nos comentários) sugeriu a hipótese de ser apenas uma lombriga ou uma solitária, mas o feiticeiro-chefe logo descartou. Alegou nunca ter visto lombriga dando botes e nem solitária com presas.
Daí os oito dias na UTI para amansar o espírito da Cobra-Rei.

3 - Versão dos embalsamadores:
Considerando que o cadáver ainda está vivo, estamos devolvendo o dito. Junto segue um desenho da suposta Naja, feito pelo escriba-chefe enquanto os feiticeiros davam no pé. Se o defunto escapar, pode ser providenciado, futuramente, a tatuagem da cobra-rei/lombriga/solitária, no ventre do infeliz como lembrança da lambança que passou.

É só assim, meio-barro-meio-tijolo, que quero lembrar do que aconteceu no hospital. Foi dose!

Ah, a tatuagem deve sair, assim que eu me livrar desse sufoco e conseguir desenhar uma naja decente.


dezembro 9, 2005

(8{> - Tô vivo! (sic)

Depois de 8 dias de UTI, 4 de Semi-Intensiva e 2 de quarto "normal, eis que chego em casa prontinho para colocar ácido muriático e formol nas bicheiras.

Quando puder vou contar a saga da "Cobra-Rei e a Múmia da Barriga Cortada" - ou, De como foi possível estabelecer um território, no ventre cortado de uma múmia, para alojar uma cuspideira dando um bote mortal.

Aguardem...


novembro 25, 2005

(8{> <}8)

Mais sal - pensou o canibal, enquanto mexia os miolos.