(8{> - (8{> - Matusalém Matusca |
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junho 30, 2004(8{> - Indiana JamesEsse mata-mosquito louro aí é meu amigo de verdade. Companheiro de ótimas aventuras. Algumas tão boas que até guardamos pequenas cicatrizes para provar. Depois que ele mudou para São Paulo raramente nos vimos. Da última vez eu estava mais descompensado do que o costume. Fiquei devendo uma visita normal, livre da narcose das profundezas.
Percy Harrison Fawcett, que desapareceu no Brasil, em 1925, enquanto buscava na selva uma civilização perdida “originária da Atlântida”, se transformou numa das maiores lendas do mundo da aventura. Suas expedições inspiraram escritores como Arthur Conan Doyle (O Mundo Perdido) e H. Rider Haggard (As Minas do Rei Salomão). Centenas de aventureiros se lançaram na selva na tentativa de desvendar o mistério do seu desaparecimento. Alguns morreram. Todos fracassaram. Dizem que Steven Spielberg inspirou-se em Fawcett para criar o personagem Indiana Jones. É porque ele não conhecia o James. Notinha: Sobrou um banco de dados com uns seiscentos naufrágios na costa brasileira. E estes loguinhos bonitinhos aí:
Até a volta, meu... junho 18, 2004(8{> - EditalConcorrência Pública - Matusca Fashion Bico Público alvo: Moças e rapazes prendadas e desempregados em geral. Objeto: Camisa de malha branca, de algodão, com logotipos em “silk-screen” (um dos três modelos apresentados) Tamanhos: P/M/G/GG - Possíveis GB (grande barrigudo) Quantidade: 50 peças. Prazos: Disposições Gerais: O candidato deverá providenciar desenhos dos três modelos (em tamanho real, aproximadamente 30x12cm) para escolha do modelo a ser impresso. Será considerado vencedor o candidato que apresentar o menor preço total (produção e entrega no endereço indicado) dentro dos parâmetros da qualidade exigida pela MatuMatu Produções.
Nota: Como já apareceu um morcego cego aqui, tenho que avisar que estou comprando e não vendendo camisas. junho 15, 2004 O doutor anda muito ocupado. Preocupado com tanta gente passando mal nos comentários resolveu deixar uma receitinha básica com alguns medicamentos descontrolados. Pelo menos até ele poder receitar uma nova droga de post. Matuscoflex Moitamumiol Matupedin Morcetusalem junho 08, 2004(8{> - Basta!E vamos aproveitar para fazer uma mobilização pelo “impeachment” da governadora do Rio de Janeiro. Ela é adepta do criacionismo. Acredita que a vida na terra começou há 6000-7500 anos atrás. E que os dinossauros também embarcaram na Arca de Noé. Então ela NÃO acredita na evolução da espécie. Ora, se alguém governa como um chimpanzé, e não acredita que possa evoluir, nada mais lógico do que ser impichado. junho 01, 2004(8{> O Sarcófago - nº6
O Sarcófago número 6 está nas bancas. Pô! tem um montão de gente dizendo que está dando um tempo nos blogs, ameaçando fechar os botecos, etc. Alegam falta de inspiração e outras napoleônices. Então, sigam-me os que forem vagabundos! Cês não acham uma boa idéia serem correspondentes do Sarcófago, enquanto estão com a cabeça no lugar? E só mandar pra cá qualquer coisa que não achem muito inspirada. Eu publico aqui e todo mundo fica satisfeito. Vocês resolvem a crise de abstinência e se livram do bagulho sem comprometer a imagem dos seus blogs; eu trabalho cada vez menos e o Sarcófago permanece como sempre foi - sem pé nem cabeça. Só não vale publicar post nos comentários, como está fazendo o Sacristão de Missa de Vampiro. É o único lugar limpo desta porcaria. Vou ter que reabrir a toca do Abutre Soluçante para o Morcego poder postar os pensamentos matinais, enquanto voa.
Beleza Corrompida. Desde menina era assim. Resplandecente, solar. De uma beleza incomum, que ofuscava tudo e todos à sua volta. Havia cor e luz em seu olhar e uma sensualidade nata que desafiava os costumes. Viu-se, por isso, desde tenra idade, muito só. As outras crianças, e mesmo os adultos, nutriam por ela uma mistura de horror e fascínio, como se tanto esplendor fosse um beleza maculada, corrompida. Mas, a menina não parecia se deixar afetar por tamanha solidão. Ao contrário, ela se bastava. Flanava pelos jardins, brincando com as plantas e os pássaros - seus iguais. Como uma deusa ancestral, de rituais pagãos, integrava-se à natureza e sobre ela reinava. Seus pés delicados davam a impressão de estar todo o tempo flutuando a centímetros do chão, linda e livre. Mais livre e linda do que se podia suportar. E foi assim que surgiram, por essa época, os primeiros comentários. Rumores de que ela não era uma menina comum, de que por trás de suas vestes vaporosas cresciam asas, mas não asas de anjo e sim de demônio, asas de um anjo caído que devia ser combatido, cerceado, se possível extirpado da convivência com as outras crianças, por sua influência perigosa. E enquanto isso a menina crescia, indiferente a tudo. Sozinha, sempre. E linda. Crescia na companhia de si mesma, e de sua própria beleza se alimentava, num círculo de sensualidade e prazer que fez dela, em poucos anos, a mais bela jovem que se pudesse imaginar. E também a mais invejada. Se todos a admiravam em silêncio, nutriam também por ela um desejo irrefreável. Os anos passaram. E a jovem se transformou em mulher. A cada vez que cruzava a praça, fazendo esvoaçar a saia com o balanço dos quadris, o mundo parava. Não havia ninguém como ela, ninguém que se lhe comparasse. Os cabelos da cor do sol, agora mais encorpados, desciam-lhe pelos ombros até quase a cintura, em anéis flutuantes. A pele, de um moreno que lembrava o tronco das amendoeiras, brilhava como os fios d'água nas encostas de pedra, depois da chuva. E os olhos, de um verde cada vez mais profundo, mais misterioso, guardavam em seus pequenos círculos todas as montanhas e todo o mar. E as pessoas em torno, cada vez mais rancorosas, decretaram que era preciso fazer alguma coisa para controlar tanto poder. Aquela mulher era perigosa. Tanta beleza não podia ser divina. Era preciso satanizá-la, sujar seu nome, gritar ao mundo que ela tinha um pacto com as sombras. Foi o que aconteceu. Mas a mulher resistiu a tudo, enfrentou todas as pedras com o rosto limpo, expondo a beleza ainda infinda. Esta ninguém lhe roubaria. Nunca. E se dela tanto falamos, ainda não lhe revelamos o nome. O nome, que era um estigma e uma benção, o nome que era a marca do seu destino de beleza e dor. Sim, seu nome - fluvial, ondulante, irrefreável como as próprias curvas do seu corpo - era Rio. Heloisa Seixas - Contos Mínimos Nota: Não é pra me gambá não. A publicação do texto aqui no Sarcófago foi autorizada pela Heloisa Seixas. Ainda não é correspondente da melhor revista da blogosfera porque tem inspiração de sobra. E não deve aprovar mentiras. Obrigado, Heloisa! Os cães passam e a caravana late.
(8{> - Eu vi Davi. Ainda estava com alguns andaimes e pessoas trabalhando nele. Mesmo sabendo que se tivesse chegado um mês depois ele estaria completamente restaurado e sem ninguém atrapalhando minha visão, não fiquei nem um pouco frustado. Pelo contrário, vê-lo assim me deu uma dimensão aproximada do trabalho extenuante, do enorme desafio que enfrentou e do sublime artista que foi Michelangelo. E pensar que aquela maravilha saiu do "Gigante". Assim era conhecido o enorme bloco de mármore retirado de Carrara. Começou a ser talhado por Agostino di Duccio, em 1466, que logo abandonou o trabalho pela dificuldade em arrancar vida de um sólido com proporções tão desfavoráveis. O Gigante ficou nas oficinas da Catedral de Florença por quase quarenta anos, como que zombando da capacidade dos escultores florentinos. Michelangelo Buonarroti havia acabado de assombrar Florença com a perfeição da sua "Pietá". O sucesso da obra foi tanto que o governo decidiu que ele seria o escultor capaz de enfrentar o desafio. Ele resolve propor um tema bíblico. Davi enfrentaria o Gigante. Talvez eu o tenha visto no momento certo. Depois de ter dormido em Carrara, distante alguns quilômetros de Florença, e visitado algumas pedreiras. Foi uma boa preparação para imaginar o que representava para qualquer escultor o desafio de encarar o Gigante.
A pior (melhor?) notícia do mês foi publicada no Jornal O Escândalo: A Sabiá abriu o bico e deu manga pra pano aqui nos comentários. O sucesso do teste MACHUSCA foi tanto que estou mortinho (sic) aqui. Só para vocês terem uma pequena idéia, teve gente que confiou na Intuição e comprou senha falsa. Ficou atrás da moita esperando a noite inteira - p... geladinha da silva. Pior mesmo foi a Outra do Cabelo Azul que tentou usar o Escaravelho Card, do Banco Pirâmide - lembram? "Não pague nada com ele". Pois é acabou presa na mesma cela do Maturainbow. Agora, ou dá, ou paga. Bom, vamos esquecer essa história. Há malas que vêm para o bem. Por isso não falei o nome de ninguém aqui. Nem de quem faturou e muito menos de quem foi fatura. Sou um cavaleiro (ato falho?) e sei muito bem que o segredo é o corpo do negócio. Ah, e fiz um teste de DNA para provar que posso ser pai de qualquer coisa que voa. Pode não ser grande coisa, já que que todo mundo conhece alguma bicha arrependida que conseguiu esse feito. O que eu duvido é que conheçam algum viradinho que tenha polinizado uma Banana. E desse choque tenha nascido um rato preto com asas, só com os dois dentões da frente - como o avô. Entenderam tudinho? Depois dizem que isso aqui é só para iniciados.
Toth: Deus de Hermópolis ou Khemennu, a cidade dos Oito (oito deuses da criação), a atual Ashmunein. Era o deus da sabedoria, inventor de todas as artes e ciências: aritimética, astronomia, medicina, agricultura, cirurgia, música, literatura, desenho e sobretudo a escrita. É o "Inventor dos Hieróglifos", o "Mestre da Palavra Divina". Algumas era chamado de Sensu, "o primeiro mágico", possuindo o conhecimento das fórmulas que comandam todas as forças da natureza e são capazes de subjugar os próprios deuses. Na qualidade de deus lunar faz a contagem do tempo, o qual divide em meses e três estações. É o inventor do calendário, aquele que concedia os anos de vida eterna, e ordenava o tempo. Sob a forma de de um cinocéfalo branco, governava as horas e o calendário. Arquivista dos deuses, mestre da história, auxiliado por sua esposa Sechat, inscreve os nomes dos faraós sobre as folhas da árvore sagrada de Heliópolis. Era o "Senhor do Tempo", "Senhor da Sabedoria, das Leis e dos Textos Sagrados", das "Palavras Divinas". Thot era uma divindade, a claridade da luz refletida de Rá, registrando o pensamento advindo de Logos, fixando-o pela eternidade na palavra material. Era aquele que tomava o lugar do sol, enquanto o deus Rá sofria as transformações durante as 12 horas da noite. Seus animais sagrados era o cinocéfalo e a Íbis, em egípcio "hib", na qual o deus Toth encarnava. A íbis sagrada (espécie extinta) deveria ter a cabeça e o pescoço sem plumas, de cor negra opaca, patas cinzas com matizes azulados e corpo branco com plumas negro-azuladas que recaíam sobre as asas. As duas formas de Toth, íbis e macaco, correspondiam à sua dupla natureza. A íbis simbolizava a alma do coração, o "ab", centro da razão humana. O macaco, a parte instintiva do homem, aquela pela qual ele não difere de um animal evoluído. O macaco personificava o coração "hati", a alma dos sentimentos e das paixões. Thot foi associado pelo gregos a Hermes Trimegistos, o "Três Vezes Grande". Fonte: Do Egito Milenar à Eternidade
O Blog do Mês é o Trilha Rio, do meu amigo Carlos. E não é só porque o blog é bom. Tenho outros interesses confessáveis. "Toyota Bandeirante, conhecida no mundo como Land Cruiser. Sustenta caboclo e sai da frente que atrás vem barra pesada. Conversa de jipeiro, quero ver fazer isto de Land Rover, acostumada com a África sêca e sem montanhas, só poeira, (káki) em língua africaner. Calça káki é da cor da poeira, coisa de inglês. "Toda pessoa de sucesso viaja a bordo de uma Toyota". (Propaganda da Toyota)" Pois é, ele tem um Toyotão daqueles de fazer inveja a qualquer aventureiro que se preze. Eu já tive um e morro (sic) de saudades. Então que fique claro: o meu único interesse é pedir "la macchina" emprestada para uma viagenzinha de uns dois anos pelo Brasil. Bom, tenho outro: que ele pague o almoço de hoje.
Ah! E vou avisar pro condenado que gente com trinta anos de idade não deve tirar fotos com boné na cabeça. Ninguém reconhece. Né, Ana? Hi, sujou!
A coluna da Zilda continua requentada. Então vamos lá! A coluna é velha. E daí, vocês também são. Pelo menos ainda têm coluna. O Caduco não deixou que eu publicasse receita de rato. Alegou que algumas pessoas podiam confundir os bichos com emergentes da Barra e ele não concorda com canibalismo. Tentei explicar que “emergente também é gente” é só uma frase que uso para tentar identificar a nova espécie - apesar de saber que ainda não existe comprovação científica. Mas, ele ficou irredutível. O que esperar de uma múmia? Expresso Matusca: Coloque num copo, duas colheres pequenas bem cheias de Nescafé e duas de açúcar; É isso! Vou andando antes que o maluco chegue e diga que estou sujando o micro dele de “rouge” - ele ainda fala assim. E não esqueçam, até prova em contrário:
É só a Heloise Abelardo pedir que eu atendo mais rápido do que perneta em corrida de saco. Um foi feito especialmente para a Esther que sumiu depois que eu cobrei 100 real por uma entrevista. É a maior prova que ainda existe gente que acredita no que eu digo. E não pensem que estou de vagabundagem botoneira não. Atendi também uns pedidinhos por baixo das ataduras para alguém que quer fazer "Um blog de mulheres que têm alguns problemas por acessar a internet."
Flash Blog XXIII Tire a sua melhor roupa, aperte o botão e apareça na festa mais maluca da blogosfera. Aniversariantes: Minha agenda dos aniversariantes não está servindo pra nada. Aliás, não é de hoje que qualquer agenda minha não serve pra coisa nenhuma. Entonces, só vou manter o botãozinho link aqui. Pra quem gosta de criar pneu serve.
De Maria1 Convite - (SEMINÁRIO) A nova sistemática do PIS e da CONFINS em 2004. 31 de maio São Paulo. Tô recebendo spam até da Dona Maria, a Louca. Deve ter vindo do CONFINS do inferno. Anúncios Diversos: Achados e perdidos: Duas bichas, com rubis e brilhantes, foram perdidas por modesto empregado, que levou uma queda do bonde, ontem, 17, às 4 da tarde, em frente à Light, na Rua Larga. Gratifica-se a quem fizer a caridade de entregá-las, à Rua São José, 54. Nota de pé: O Lord Almirante dos Grandes Ouriços avisou que vai dar uma paradinha porque está sem inspiração. Impossível acreditar! Eu prefiro achar que está faltando Bohemia naquela praia de água doce. E que ele anda tendo terríveis pesadelos com o Holandês Voador.
Só para não perder a viagem vou colocar mais um com água na boca. Quer dizer, cerveja. Achtung, Fabião! Tudo indica que você pode encontrar essa maravilha nos isteites. Pegue aqui um screensaver. Se instalar, garanto que não vai esquecer de procurar e alugar algumas.
Prost, crionças! |