(8{> - (8{> - Matusalém Matusca

setembro 29, 2004

(8{> - Flash Blog XXV

A próxima festa é no dia 2, sábado, na Mariazinha:



Em 26 de agosto fez um ano que começou a brincadeira. E eu que achava que se o troço durasse um mês estava de bom tamanho. Subestimei a capacidade que a rede tem de juntar gente doida o suficiente para aparecer numa festa virtual que dura 24 horas - algumas vezes até mais.
Sem contar o doido-mor - o flashbloguento da vez - que fica praticamente o tempo todo conectado, servindo pastel de vento, empadinha de coisa nenhuma e enchendo copos com ar fresco - e ainda assim neguinho fica satisfeito. Eu sou um que adoro a brincadeira. Tá certo que sou suspeito, mas quem não é num Flash Blog?

setembro 25, 2004

(8{> - Pra cima, Matusca!

Mike Martim

Amanhã vou torcer muito para o Viagra funcionar como espero. Fico torcendo pro cara largar bem, se manter na parte de cima da pista, dar o bote no momento certo e, principalmente, não ser desclassificado por bater com muita força na traseira dos outros.

Ixprico: Finalmente o canal SPORTV, da NET, resolveu mostrar as corridas da NASCAR
ao vivo. Domingo prometem mostrar a MBNA America 400 - Dover International Speedway.

Eu sempre torci pelo Bob Labonte, número 18 - só porque ele já deu uns chegas pra lá no Dale Earnhardt Jr, "o queridinho da América". O polbrema é que nesse ano criaram uma espécie de "play-off". A partir da Chevy Rock and Roll 400 - Richmond International Raceway, no sábado passado, só dez pilotos podem disputar o título. E o Bob não se classificou entre os top 10, entonces, vou torcer pelo Mick Martin, do carro número 6. O cara tem 45 anos e já cuidou de arrumar o patrocionador certo.

Alguns amigos não gostam da Nascar. Falam, com alguma razão, que o troço parece corrida de autorama. No entanto, depois que a gente acompanha com mais atenção, percebe que não é nada fácil manter aquele trem de corrida. O piloto precisa de muita manha, até para saber que tipo de toque o regulamento permite que seja dado no adversário. E como dar sem dançar junto. Tudo isso acontecendo na faixa dos 300 km/h.

setembro 15, 2004

(8{> - Eu, vossa comida, cheguei.


O Último Tamoio - Rodolfo Amoedo (século XIX)

O quadro é só mais uma picaretagem histórica. Nenhum jesuíta jamais chorou a morte de qualquer tamoio, que eram aliados dos franceses. Na verdade, Nóbrega e Anchieta foram decisivos na derrota dos tamoios, trazendo de volta os temiminós, que estavam refugiados na Capitania do Espírito Santo depois de terem sido expulsos do Rio pelos verdadeiros senhores da baía da Guanabara.

O famoso Araribóia era um cacique temiminó. Foi tão fiel aos portugueses que se batizou com o nome de Martim Afonso de Sousa. Por sua participação na conquista do Rio foi feito cavaleiro da Ordem de Cristo e ganhou uma vasta sesmaria em Niterói. Em 1574, repreendido pelo governador Antônio Salema por cruzar as pernas na presença dele, Araribóia se ofendeu, voltou para Niterói e não saiu mais de lá, até morrer, esquecido.

E último é o cacete. Meu bisavô era tamoio, de Saquarema - aquele que nadou, nadou, e morreu na praia - já contei aqui. Espero que descendente do "terrível" Cunhambebe (Cuimbáé-bebé - o valente voador). Chefe tamoio invocado que dominava a região de Cabo Frio, até Bertioga . Morreu de peste logo após a chegada dos franceses de Villegaignon no Rio de Janeiro.

Os tamoios detestavam os portugueses, que chamavam de PERÓS (para eles, todos Pedros ou Pêros). Chamavam os aliados franceses de MAIR (o homem que mora longe) ou de AJURUJUBA (papagaio amarelo), por serem louros e falarem demais.

(8{> -Atualização para o almoço de sábado:

Cultura Brasileira
A antropofagia entre os tupinambás:

De todos os "costumes bárbaros" dos índios brasileiros quando da chegada dos colonizadores ao Novo Mundo, nenhum se revelou mais espantoso aos olhares europeus do que a antropofagia. Ainda que o canibalismo não fosse prerrogativa dos indígenas e já houvesse, em plena Europa, o registro de casos ocorridos em épocas de crise, nada conhecido até então se comparava aos requintes tétricos do banquete antropofágico tal como realizado por quase todos os tupis e tapuias.

A morte ritualizada e a deglutição eucarística dos cativos representavam o ponto culminante de uma cerimônia cujo sacramento maior, e o objetivo quase único, era a vingança. O festim canibal foi minuciosamente descrito por cronistas coloniais, entre os quais os padres franceses Jean de Léry, André Thevet e Claude d' Abbeville. A narrativa mais impressionante, porém, foi feita pelo mercenário alemão Hans Staden, prisioneiro dos tupinambás entre 1554 e 1557. Graças a eles é possível reconstituir, passo a passo, as etapas do banquete.

A vítima era capturada no campo de batalha e pertencia àquele que primeiro a houvesse tocado. Triunfalmente conduzido à aldeia do inimigo, era insultado e maltratado por mulheres e crianças. Tinha de gritar: "Eu, vossa comida, cheguei". Após essas agressões, porém, era bem tratado, recebia como companheira uma irmã ou filha de seu captor e podia andar livremente – fugir era uma ignomínia impensável. O cativo passava a usar uma corda presa ao pescoço: era o calendário que indicava o dia de sua execução, o qual podia prolongar-se por muitas luas (e até por vários anos). Quando a data fatídica se aproximava, os guerreiros preparavam ritualmente a clava com a qual a vítima seria abatida. A seguir, começava o ritual, que se estendia por quase uma semana e do qual participava toda a tribo, das mulheres aos guerreiros, dos mais velhos aos recém-nascidos.

Na véspera da execução, ao amanhecer, o prisioneiro era banhado e depilado. Depois, deixavam-no "fugir", apenas para recapturá-lo em seguida. Mais tarde, o corpo da vítima era pintado de preto, untado de mel e recoberto por plumas e cascas de ovos. Ao pôr-do-sol iniciava-se uma grande beberagem de cauim -um fermentado de mandioca.

No dia seguinte, pela manhã, o carrasco avançava pelo pátio, dançando e revirando os olhos. Parava em frente ao prisioneiro e perguntava: "Não pertences à nação... (tal ou qual), nossa inimiga? Não mataste e devoraste, tu mesmo, nossos parentes?” Altiva, a vítima respondia: ”Sim, sou muito valente, matei e devorei muitos...” Replicava então o executor:” Agora estás em nosso poder; logo serás morto por mim e devorado por todos". Para a vítima, aquele era um momento glorioso, já que os índios brasileiros consideravam o estômago do inimigo a sepultura ideal. O carrasco desferia então um golpe de tacape na nuca da vítima. Velhas recolhiam, numa cuia, o sangue e os miolos: o sangue devia ser bebido ainda quente. A seguir, o cadáver era assado e escaldado, para permitir a raspagem da pele. Introduzia-se um bastão no ânus, para impedir a excreção. Os membros eram esquartejados e, depois de feita uma incisão na barriga do cadáver, as crianças eram convidadas a devorar os intestinos. A seguir, retalhava-se o tronco, pelo dorso. Língua e miolos eram destinados aos jovens. Os adultos ficavam com a pele do crânio e as mulheres com os órgãos sexuais. As mães embebiam o bico dos seios em sangue e amamentavam os bebês. As crianças eram encorajadas a besuntar as mãos no sangue vertente e celebrar a consumação da vingança. Os ossos do morto eram preservados: o crânio, fincado numa estaca, ficava exposto em frente da casa do vencedor; os dentes eram usados como colar e as tíbias transformavam-se em flautas e apitos.


setembro 03, 2004

(8{> - Fui ou não vou.

Eis a questão.

Ando meio cheio. Auvers-sur-Oise é distante.
E já que não posso cortar a orelha é melhor usar o nariz como cinzeiro.